quarta-feira, dezembro 20, 2006

Orkutindo

- Vi que vc tava espiando meu orkut

Dia depois

- Apenas olhando porque vc entrou primeiro no meu.

Horas depois

- Verdade, é porque tenho uma queda por olhos verdes.

Minutos depois

- Vc tb não é de se jogar fora, apesar de ter cara de muito novinho.

Segundos depois

- Mas não sou tão novo assim. Vi nas suas comunidades que vc gosta muito do Egito antigo, eu tb me amarro.

- Nossa! Sério? Tb vi nas suas comunidades que vc adora Beatles.

- Gosto muito, vem dizer que vc tb gosta?

- Eu adoro!! Poxa desculpa mais eu tenho que sair agora! Me add aí que mais tarde continuamos Ok?

- Tudo bem, bjos.

Mais tarde

- Olá, já tava com saudades, brincadeira!

E continuaram conversando até que ficou mais sério.

- Poxa Letícia, ta na hora de saber teu msn.

Anos depois

- Oi tudo bem?

- Tudo!

- Como vc se chama?

- Paula. Conheço vc?

- Acho que não, me chamo Miguel.

- Sabia que conhecia, vc é casado com a Letícia né?

A Luz apagou.

terça-feira, setembro 12, 2006

Mais um dia

Tava num dia daqueles, tudo dando errado. Fui jogar na loteria e fui roubado. Fui andar de bicicleta e fui atropelado. No hospital aplicaram a seringa errada entrei em choque. Quando acordei tava numa maca tomando soro, era o que parecia, no corredor do hospital, se é que aquilo era hospital. O médico passou correndo, tentei gritar para chamar atenção, passou feito raio. Pela zoada que tava no corredor, parecia que tinha acontecido um grande acidente. Tinha um albino gritando, “Foi incêndio! Foi incêndio!”. Um velho atrás da dentadura que caiu dentro do balde que continha água da chuva, que de inicio eu achava que era um tipo de teto solar para os pacientes pegar sol, era uma goteira. Olhei para trás, vinha uma cambada de médicos alucinados correndo em minha direção, um deles gritava “eu quero o mais queimado”, outro, “to com fome, o que vamos comer hoje?”. Tentei me esquivar, mas foi tarde, bateram no meu soro e saíram arrastando, cai de cara no balde da goteira, apaguei mais uma vez. Quando acordei, senti alguém mexendo na minha boca, a visão voltou ao normal, olhei fixamente para o velho sem dente tentando tirar a dentadura que tinha voado com o impacto na minha boca, cuspi, olhei para o lado e escutei o albino falando, queria ficar queimadinho que nem esses pacientes.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Curtas

As pessoas geralmente gostam de coisas rápidas, engraçadas e bem boladas.

Então pronto, lá vai: basta você ter cinco reais, parar num ponto escuro, esperar um pouco e depois bolar e ficar feliz.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Baseado no filme “Um varão entre as mulheres” com o humorista brasileiro “Jorge Dória”.

Valdão é um artista de novelas, com seu grande cabelo duro com laquê e suas longas costeletas, nenhuma mulher resisti. Valdão acabara de se mudar para sua nova suíte, uma cobertura extravagante. Dãodão, como é chamado pelas mulheres mais íntimas, estava abrindo as malas quando escutou batida a porta.

- Pois não? – indagou, abrindo a porta e jogando seus lindos cabelos loiros para o canto do rosto, era um charme.

- Olá, sou a Renatinha, sua vizinha. Vim dar boas vindas para o nosso mais novo vizinho ilustre. – Falou a moça de saia e um pequeno top, do outro lado da porta. Valdão como um bom macho, agradeceu e fechou a porta. É claro que aquilo era charme, logo depois ele abriu de volta e a convidou para entrar.

- Achava que você não ia me convidar. - comentou Renatinha.

- Só estava testando seu libido baby. Você quer beber alguma coisa?

- Apenas água. - Retribuiu a garota.

- É uma pena minha querida, mas acabei de me mudar, estou sem nada no meu pequeno casulo do amorrrrr. – Deixou soar bem o “r”. Renatinha riu corando o rosto dava para perceber que era uma moça comportada.

- Olha só Valdão, além de dar boas vindas para você eu bem que, queria, sabe? É... Pedir outra coisa pode? - Valdão pensou, carinha de anjo, mas uma deusa do sexo implorando piedade em meu pequeno casulo do amor, ser bonito às vezes é chato.

- Abra esses lábios carnudos e deixe soar suas confissões de amorrrr, meu bem. – terminou Dãdão.

- Aconteceu um pequeno problema com meu telefone, gostaria de saber se posso usar o seu? – Assim você acaba com todo meu libido baby, pensou novamente Valdão.

- Claro.

Renatinha saiu correndo em direção ao telefone, tirou um pequeno papel de dentro do top e discou alguns números.

- Alô! Amiga!!!! Adivinha onde eu to agora neste exato momento? Não, não, aí também não. To na casa do Valdão. Como que ele é pessoalmente? – continuou renatinha – ele é tudo de bom. - Valdão sentou-se no sofá de coro de onça albina e ficou curtindo o momento. – Num sei se devo perguntar isso pra ele amiga, você sabe que eu sou uma garota de respeito, mas como é você que ta interessada eu pergunto. Valdão, minha amiga gostaria de saber como você faria amor com uma garota delicada? – Valdão jogou seus cabelos para o lado novamente, levantou-se e foi em direção à garota ao telefone. Chegou bem pertinho da orelha da Renatinha, deu um pequeno sopro quente e completou.

- Diga para sua amiga, que primeiro eu iria jogar todo poder do meu charme, depois, quando ela não tivesse mais poder sobre suas pernas, eu abriria, um por um, os botões da minha blusa – e começou a se despir – nenhuma mulher resiste ao meu corpo másculo.

- Amiga, ele ta desabotoando a blusa, olha no que você foi me meter. O que eu faço agora?

Valdão tirou a blusa, e foi andando novamente em direção a Renatinha.

- Valdão, Valdão, pare agora mesmo, minha amiga continua interessada em saber mais coisas ao seu respeito. Ela ta perguntando – Renatinha olhou para o peitoral do Dãodão – o que você faz para ter esse corpo tão, tão, sexy?

- Você já deve saber minha morena veneno, pois meu corpo exala todos os temperos do amor, isso é bastante para deixar ele malhado.

- Ai amiga, isso aqui ta ficando muito quente, acho melhor você falar com ele pessoalmente e marcar alguma coisa, pois você sabe, eu sou uma garota de respeito, o que vão dizer de mim se souberem que eu estava com Valdão sem a sua blusa?

- Minha nifeta arrebatadora, largue logo esse telefone e venha provar do néctar dos deuses. – sentou novamente no sofá de coro de onça albina.

- Amiga vou ter que desligar, Valdão está, está, está exigindo que eu vá deitar com ele, você sabe amiga, sou uma garota de resp... – Valdão interrompeu com um pulo animal agarrando Renatinha pela cintura, Renatinha soltou um pequeno gemido. – me largue Valdão, eu sou uma garota de respeito.

Dãodão pegou o telefone da mão da renatinha e jogou no chão, a garota ficou abismada até que ele revelou:

Minha musa do sexo, vou para o sofá do amorrr, e você vai fazer tudo que eu quero, pois como eu já te disse, acabei de me mudar e esse telefone aí nem foi ligado ainda.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Vamos Montar uma Igraja?


quinta-feira, agosto 03, 2006

Família reunida

A Família Bezerra sempre se reunia para fazer sessões de filmes: terror, ação, comédia, drama e filmes sobre amor. Marcos o revoltado, queria assistir aos filmes de ação, de preferência com muito sangue. “Chuck Norris, é o meu preferido, sempre agredindo os outros e vingando-se contra alguma coisa”, indagava Marcos. Lídia é a sentimental, “vamos assistir Romeu e Julieta, tão lindo os dois, ui, ui...”. Marcão pai do Marcos o revoltado, é o chato da família, costuma alugar os vídeos primeiro que todos para poder contar o final, depois sai zombando com sua costumeira risada diabólica “how how rá rá yeahhh”.
Família preparada: Lídia estava translúcida, pois o primeiro filme da sessão família era um drama, “todas as cores do amor” gritava Lídia, “um filme para toda a família”. Começou o filme; dois carinhas caminhando pela praça, conversa vai, conversa vem e de repente os carinhas se entrelaçaram num chupão fenomenal de tirar um “puta que pariu” da família toda em um único coro. Uma família de respeito não iria assistir um filme tão devasso. “Uí, uí, uí...” e foi chorando para o quarto Lídia, acompanhada de sua amiga, Dinhão.
Segunda sessão: entrou em cena Chuck Norris, a trama do filme se passava durante a segunda guerra mundial, Norris estava no coração de Stalingrado, as balas comiam as paredes ao seu redor, os seus companheiros estavam todos mortos, Chuck estava sem balas, apenas com uma faca sem ponta. “Aposto como ele vai sair dessa” dizia Marcos o revoltado, afoito de emoção. “Ele vai jogar a faca no atirador que está localizado no outro lado da rua, cerca de uns 40 metros, o mesmo vai cair em cima do tanque de guerra mudando a direção do motorista para cima dos próprios companheiros, que serão todos esmagados, o cara com a cicatriz no rosto vai sobreviver, mas Chuck Norris o mata no final do filme com um roundhouse kick”. Finalizou Marcão. Marcos o revoltado saiu quebrando tudo, até que chegou ao quarto da Lídia, deu um bicudo na porta que se escancarou mostrando um monstro de quatro braços e quatros pernas, sendo que dois braços estavam juntos com as pernas uma de cada vez. Marcos o revoltado desmaiou. Na sala se escutava “how how rá rá yeahhh”.

quarta-feira, julho 26, 2006

Coisas que você não vê no Jornal Nacional

Click no link abaixo e confira:
http://www.flickr.com/photos/12011945@N00/page6/

Aproveite e veja todas as outras fotos.

quinta-feira, julho 20, 2006

PRIAPISMO

Eretingo estava caminho pela rua, parou para pedir informação:
- Bom dia moça!
- Bom dia.
- Você sabe como posso encontrar a clínica do Dr. Matos?
A mulher ficou sem jeito.
- Desculpa moça, meu amigo é assim mesmo intrometido, mas não ligue pra ele, ok?
- Safado – saiu em retirada frustrante a pobre moça.
- Eu já te falei Vilão, não se intrometa nos meus assuntos, ok?
E lá foi Eretingo em busca da Clínica.
- Desculpa o importuno amigo, você sabe onde fica a clínica do Dr. Matos?
- Sai de perto de mim cara ou vou despedaçar tua cara.
- Calma amigo, o Vilão é assim mesmo, vive se metendo onde não é...

***
- Olá companheiro, você foi encontrado inconsciente.
Eretingo ainda meio aturdido
- Meu amigo ta bem?
- Você foi encontrado só.
- Onde estou?
- No hospital.
- Viu o que acontece ser “cara de pau” Vilão – falou olhando para baixo.
- O médico não entendeu nada.

quinta-feira, julho 13, 2006

Papo trivial

- Caralho bixu, essas manequins são gostosas pra porra.
- Eu queria fazer um furo e comer elas – falou o segundo
- Vamos parar com esse papo aí, que eu vou fazer uma curva de 90º a esquerda – falou o terceiro.
- Vocês sabiam que o raio-laser foi uma invenção dos extras terrestres – comentou o primeiro.
- E o que isso tem de comum com os manequins? – perguntou o segundo.
- Paraná – falou o terceiro.

quinta-feira, julho 06, 2006

A inocência de uma criança

- Mamãe, por que jesus neste quadro tem o cabelo loiro e os olhos azuis?
- Porque jesus era uma pessoa maravilhosa meu filho, ele era filho de Deus.
- Mas mamãe, todos nos não somos filhos de deus?
- Somos meu filho, mas jesus era especial.
- Mas mamãe, naquela região não tinha ninguém loiro dos olhos azuis.
- Meu filho, você é muito novo para saber dessas coisas.
- Eu vi na TV o homem falando que jesus não podia ser loiro dos olhos azuis, porque naquela região todos os homens eram parecido com o tio Marcos.
- Bata na boca menino, até parece que jesus seria parecido com aquele traste preto e sem vergonha do seu tio.
- Mas é mamãe, jesus era baixo, moreno e tinha o rosto grande.
- Não fale essas bobagens, essas coisas que você vê na TV, são mentiras, a TV não presta meu filho.
- Mas mamãe, outro dia você me mandou assistir a missa do Padre Ratinem na TV, pois ele iria me educar, então era tudo mentira?
- Meu deus me dê paciência... Filho... Me escuta! Vamos encerrar esse papo por aqui ta?
- Por que tenho que rezar olhando para esse quadro, sendo que ele nem era loiro dos olhos azuis?
- ...
- Não quero mais rezar, vou ser budista.
- Já para o seu quarto moleque indecente e só vai sair de lá quando for católico de novo. – os olhos do garoto encheram de lágrimas e o choro tomou de conta do ambiente. A mãe comovida;
- Meu filho, eu só quero o melhor pra você, essas bobagens que você ta falando são heresias, você é muito novo pra ficar pensando nessas coisas, vá lá pra fora brincar com seus colegas ok?
- Ta bom mamãe. – e saiu soluçando porta a fora, quando tava bem longe disse;
- Mamãe, se deus criou tudo, quem criou ele?